Falta de desejo: o desejo sexual hipoativo

Os pensamentos eróticos, talvez antes vibrantes, tornam-se escassos. O interesse em iniciar ou participar de uma dinâmica sexual desvanece, e o que deveria ser um momento de fruição e conexão passa a ser encarado como uma demanda — quase uma obrigação burocrática na agenda do casal.

Passa-se a adotar estratégias para escapar do sexo, porque aquilo que temos entre as pernas está adormecido, sem pulsação.

A perda do desejo não afeta apenas o ato em si, mas toda a "coloração" da vida. O tesão é uma energia que transborda para a passionalidade nos projeto, no bom humor e no riso. Sem ele, a existência pode até ser satisfatória, mas tambémlinear e morna.

Quando o desejo se despede do relacionamento, a parceria evolui para uma "irmandade" segura e funcional, baseada na cooperação e no conforto das rotinas, mas onde a individualidade erótica e o mistério do casal acabam apagados. .


O que é desejo sexual hipoativo

A diminuição do desejo sexual é a maior queixa sexual feminina, mas também acomete os homens. Ela caracteriza-se pela ausência ou redução acentuada do desejo ou da motivação para se envolver em atividade sexual.

Essa condição pode se manifestar de diferentes formas, como:

  • redução ou ausência de desejo espontâneo, incluindo pensamentos ou fantasias sexuais;

  • redução ou ausência de desejo responsivo diante de estímulos eróticos;

  • dificuldade de sustentar o desejo ou o interesse ao longo da atividade sexual, mesmo depois de iniciada.

Esse padrão de diminuição ou ausência do desejo pode ocorrer de forma episódica ou persistente e, para ser considerado uma disfunção, deve estar estar presente por vários meses e associado a sofrimento significativo.


A terapia sexual para desejo hipoativo

Quando o desejo se extingue, ele costuma cessar sua manifestação em diversas áreas da vida simultaneamente, O sintoma sexual é, frequentemente, a ponta de um iceberg.

O desejo é essencialmente subversivo e autêntico. E ele se retira quando tentamos encaixar nossas reações no que achamos ser a maneira certa.

Se o desejo não está no corpo, ele está retido em mecanismos de defesa, em uma busca por segurança ou em uma tentativa inconsciente de controlar as relações.

Ao investigar essas sombras, a retomada da sexualidade não ocorre por esforço de vontade, mas como uma consequência natural.

Voltar a desejar é, acima de tudo, permitir que a vida volte a circular de forma livre e pulsante em todas as suas dimensões.

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