Ansiedade de Performance: o medo de falhar sexualmente
Quando há ansiedade de performance sexual, a vivência da intimidade fica marcada por hipervigilância, autocobrança e temor de falhar, em vez de presença e espontaneidade.
A atenção se desloca da experiência erótica para o monitoramento:
do próprio desempenho
de como o corpo está respondendo
da percepção do parceiro
Quanto mais intensa é a ansiedade de performance, maior tende a ser seu impacto sobre a vida sexual. Em níveis mais leves, ela pode dificultar o orgasmo; em níveis mais elevados, pode, nos homens, precipitar a ejaculação ou dificultar a ereção e, nas mulheres, prejudicar a lubrificação e a ereção clitoriana.
O sexo vira mais um trabalho
Quando há ansiedade de performance, o sexo vira mais um trabalho do que um espaço de prazer. A atenção se desloca para o desempenho, para a resposta do corpo e para a impressão causada no parceiro, apagando a dimensão erótica.
E quando não há ansiedade de performance no sexo?
Quando não há ansiedade de performance, a atenção fica absorta no próprio momento erótico, naquilo que está sendo vivido e no contato com as próprias sensações. É uma atenção-sensação que vai se metamorfoseando ao longo da relação sexual.
Da vigilância à experiência erótica
Em uma perspectiva junguiana, o trabalho terapêutico busca compreender quais dinâmicas inconscientes se ativam na sexualidade e “sequestram” a consciência do campo das sensações para uma dimensão lógica feita de métricas, metas de desempenho sexual e cobranças.
Com meus clientes que apresentam esse tipo de dificuldade — frequentemente presente em diferentes disfunções sexuais —, busco favorecer a passagem de uma sexualidade vivida sob vigilância para uma disponibilidade erótica real, presente, sensível e confiante.
